A melhor maneira de preparar um trabalho, sem dúvida, é colocar "mãos à obra". O trabalho cooperativo flui melhor, de um modo geral, em grupos de poucos participantes (3 ou 4 no máximo). A ajuda dos mais experientes, pode contribuir para acelerar o processo de revisão final do trabalho.
SUGESTÕES - Escreva um texto claro e conciso. Não alongue excessivamente o texto;
- Evite o emprego de gírias e jargões; use linguagem corrente;
- Siga o formato habitual do trabalho científico;
- Use a primeira pessoa quando for o único autor do trabalho;
- Mantenha o mesmo tempo verbal em cada seção do trabalho;
- evite opiniões pessoais, não avaliadas pelos resultados do trabalho;
- Defina as abreviaturas na primeira entrada do texto;
- Use sub-títulos para separar os componentes do trabalho.
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O trabalho preparado para a apresentação oral, não difere substancialmente do trabalho preparado para apresentação escrita (publicação), exceto talvez pela existência do resumo e das referências bibliográficas, dispensados na apresentação oral (mas não no contexto do trabalho). Um Tema Livre pode ter a sequência semelhante de seções:
- Introdução,
- Material e Métodos,
- Resultados,
- Discussão e,
- Conclusões
A criteriosa preparação de um trabalho para apresentação oral é o fator mais importante para uma apresentação "politicamente correta". Mesmo quando o autor (apresentador) tem muita experiência com o tema do trabalho.
repare a sua apresentação rigorosamente dentro do tempo destinado à mesma. Nada pode ser mais irritante para uma platéia do que um orador prolixo e dispersivo, que ultrapassa o tempo destinado à sua apresentação. As piores apresentações dos congressos, em geral, são as longas, que ultrapassam o tempo previsto. A quantidade de informações ou o seu detalhamento devem respeitar o tempo disponível. Seja claro e objetivo. É lamentável que os coordenadores das sessões dos nossos congressos, por pura ingenuidade ou despreparo, deixam de cumprir a sua função mais importante que é a de fazer respeitar o tempo destinado a cada apresentação. Essa falha, tão comum, prolonga desnecessariamente as sessões, atrasa o andamento do evento, prejudica os apresentadores das últimas sessões e os participantes interessados em ouví-los. O saudoso Prof. Zerbini, ao coordenar qualquer sessão científica, jamais permitia a um apresentador, por mais ilustre, prolongar-se além do tempo previamente estipulado.
Iniciar e terminar uma apresentação no tempo estipulado pelos organizadores de um evento é uma prova de boa educação e de respeito, que a plateia frequentemente retribui com o aplauso mais generoso e de respeito recíproco.
Evite perda de tempo com citações ou elucubrações desnecessárias. Seja direto. Um grande número de apresentadores acha que deve contar a história, antes de iniciar a apresentação propriamente dita. Alguns oradores exageram tanto nesse aspecto que, ao final dos 10 minutos destinados ao tema livre, ainda estão na introdução do tema. Certos apresentadores são contumazes nesse exagero e já são "antigos conhecidos" das plateias dos congressos.
Evite os repetitivos jargões dos apresentadores, como por exemplo: ..."infelizmente o tempo é insuficiente para demonstrar os principais aspectos relacionados ao tema que nos propomos discutir nessa sessão"... Além de não significar muita coisa estas frases desperdiçam uma parte do tempo que o apresentador considera tão precioso.
Enquanto estiver falando, retribua a atenção que a plateia dispensa ao apresentador. Olhe para o seu público; não fixe o olhar apenas em algum conhecido sentado na primeira fila ou nos slides que ilustram a sua apresentação.
Falar em público e preparar trabalhos científicos são produto de força de vontade e de treinamento, mais do que qualquer outra coisa. O adequado preparo e a correta apresentação de trabalhos (escritos ou verbais) distingue e diferencia um profissional dentre seus pares.
O seguintes conselhos são úteis para uma apresentação de boa qualidade:
- Escolha um assunto importante
- Escolha um tópico interessante
- Estabeleça seus objetivos para a apresentação
- Organize suas idéias
- Use recursos audio-visuais para ilustração
- Capte a atenção da platéia
- Use linguagem clara, objetiva e correta
Preparação dos Diapositivos
O material utilizado para ilustração pode representar o ponto alto de sua apresentação ou significar a catástrofe total. Gostaria, por isso, de oferecer-lhe algumas sugestões básicas, que me parecem importantes.
Apresentação
1. Em primeiro lugar, transmita à platéia a impressão (pelo menos a impressão, ainda que não seja verdadeira) de que os diapositivos foram elaborados especialmente para aquela apresentação. Não há pior atitude que misturar diapositivos "catados", alguns coloridos, outros em branco e preto, uns velhos, decorados aqui e ali, com fungos variados, outros recém-saídos do "forno". Procure preparar o material visual para "aquela" apresentação. Aliás, procure confeccionar de modo geral, "todos" os seus diapositivos dentro de um mesmo padrão de modo que, ainda que pertençam a diferentes palestras que você já ministrou, obedeçam a um "visual" uniforme.
2. Um segundo aspecto, da maior importância, é a utilização das cores. Os clássicos diapositivos em branco e preto continuam sendo instrumentos excelentes de ilustração. Difícil, no entanto, é resistir à tentação de utilizar diapositivos em cores. Eles são bonitos, permitem que o leitor possa discernir melhor alguns dados, ajudam a dar maior destaque a informações que você julga mais relevantes, ilustram com maior clareza os pormenores anatômicos de peças cirúrgicas, etc. Lembre-se, porém, que eles não passam de instrumentos auxiliares e não podem transformar-se em espetáculo pirotécnico em tecnicolor que, mais do que auxiliar sua apresentação, distraem a assistência. Estes comentários valem particularmente para os diapositivos nos quais se utiliza, como "fundo", uma figura. Não é raro que a figura de fundo capte a atenção do ouvinte e o distraia, na tentativa de entendê-la ou de justificá-la. O material visual deve ajudar a tornar mais clara sua apresentação, e não mais confusa!
3. Outro erro comum é colocar longos textos nos diapositivos. Existem apresentações de temas livres nas quais a mensagem verbal (ou seja, a apresentação em si) acaba sendo totalmente supérflua. Basta ler os diapositivos. Evite, na medida do possível, a "cola" visual.
4. Nada mais desanimador que um diapositivo que possui uma avalanche de informações (particularmente quando se trata de tabelas). Antes que a "vítima", sentada à sua frente, possa situar-se no diapositivo, muitas de suas palavras serão perdidas. A atenção do ouvinte não pode ser dispersada por uma carga excessiva de dados. Limite os dados ao essencial, para ilustrar suas palavras. A boa norma é restringir a quatro ou cinco linhas o conteúdo do diapositivo, e utilizar corretamente o espaço disponível, com caracteres (letras e números) facilmente legíveis de qualquer ponto da sala.
5. Apresentar ou adaptar tabelas, gráficos ou figuras de trabalhos de outros autores pode ser um excelente instrumento de ilustração e comparação, desde que utilizado com critério. Lembre-se, entretanto, que se alguém o convida para apresentar um trabalho é porque deseja conhecer seus dados e/ou saber sua opinião pessoal ou do serviço que você representa. Como corolário, resultam as seguintes sugestões: Utilize dados de outros serviços com parcimônia; sempre que os apresentar (qualquer que seja sua natureza), cite obrigatoriamente a fonte (referência bibliográfica completa), para permitir que o ouvinte tenha acesso ao trabalho original; nos diapositivos que refletem a experiência do seu serviço, assinale o fato, para que não pairem dúvidas a respeito.
6. A apresentação de documentação de casos pode ser de inestimável valor para consubstanciar sua argumentação. Cuide, porém, de limitar o número de casos ao essencial: Um caso ilustrativo, bem selecionado e documentado, costuma ser suficiente, na maioria das vezes. De qualquer forma, resista à tentação de demonstrar toda sua experiência de 115 casos de ferimentos de apêndice ou de 232 casos de unha encravada! Ninguém desconfia, "a priori", de sua honestidade. Se você afirma que operou "n" casos, todos acreditarão em suas palavras, ainda que você não apresente os casos um a um. Chamo a atenção, particularmente, para a documentação imagenológica. Depois de ver 42 filmes de ultra som de abdome, para exemplificar os achados na ruptura de baço ou na colecistite aguda, pode estar certo de que os ouvintes estarão à beira do colapso!
7. E, aproveitando a "dica", não se esqueça que em 15 minutos decididamente, não cabem 42 diapositivos. Um número adequado é de 10 a 15 diapositivos, no máximo. Somente assim poderá transmitir uma mensagem que seja "metabolizável". Por outro lado, evite projetar um único diapositivo e ficar de luz apagada durante todo o tempo discorrendo sobre o tema. Quase certamente este diapositivo é dispensável, mas agirá seguramente como um soporífero infalível.
PESQUISADO EM:
http://perfline.com/tutorial/apres/parte9.html
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